Brasil:
Bolsa opera em alta, e dólar cai
Gazeta Mercantil
2010-09-09
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) opera em alta nesta quinta-feira. Por volta das 11h, o Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) subia 0,42%, aos 66.685,96 pontos.
A cotação do dólar comercial tinha queda de 0,12%, a R$ 1,723 na venda. A cotação do euro ficava quase estável, com ligeira baixa de 0,03%, a R$ 2,196 na venda.
Ontem, as ações da Petrobras (PETR3 e PETR4) desabaram mais de 4% com a pressão do mercado para "formar" um preço baixo na oferta de ações.
A lógica é a seguinte: quanto menor for o preço das ações da Petrobras até o dia 23, quando será definido o valor dos novos papéis, menos os investidores desembolsarão na oferta da estatal.
Em Wall Street, o índice Dow Jones tinha alta de 0,69%.
Bolsas asiáticas
Na Ásia, as Bolsas de Valores avançaram com o iene se mantendo abaixo do pico em 15 anos contra o dólar depois de um pequeno rali em Wall Street motivado por leilões de bônus europeus bem sucedidos.
A Bolsa de Tóquio encerrou em alta de 0,8%. Já Xangai encerrou em baixa de 1,44%, depois de uma repentina queda nos futuros de commodities que gerou realização de lucros antes de dados econômicos que serão divulgados nos próximos dias.
Indicadores nacionais
Entre os dados divulgados nesta quinta-feira que podem influenciar no mercado, destaque-se o de que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, ficou praticamente estabilizado pelo terceiro mês seguido, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em agosto, o índice ficou praticamente estável ao registrar ligeira alta de 0,04%. A taxa ficou muito próxima ao observado nos dois meses anteriores, quando teve leve alta de 0,01% em julho e após ficar estável (ou seja, registrou 0%) em junho.
No acumulado do ano, o índice soma elevação de 3,14%. Considerando os últimos 12 meses, o IPCA passou para 4,49%.
O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), por sua vez, reduziu suas previsões de inflação para os próximos dois anos e vê um risco menor de que o aumento de preços fique acima da meta fixada pelo governo.
A avaliação faz parte da ata da última reunião do Copom, divulgada nesta quinta-feira. Na semana passada, o comitê decidiu manter a taxa básica de juros, a Selic, em 10,75% ao ano.
